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MINISTÉRIO INTERNACIONAL GERAÇÃO DO FOGO

Jesus opera em nos verdade e realiadade

Por Gilmar Alves da Silva


A mulher surpreendida em adultério
Ela tinha sido surpreendida em adultério, e o braço da lei a alcançou. Ela foi posta diante do Senhor, na espera do cumprimento do mandato da lei, quer dizer, o apedrejamento. Esse era o seu fim; era o castigo pelo seu pecado. Que situação!


Ela foi alcançada pela lei; no entanto, foi salva pela graça. A lei sempre nos alcança; sempre descobre o nosso pecado. Romanos 7:5 diz: «Porque enquanto estávamos na carne, as paixões pecaminosas que eram pela lei operavam em nossos membros para darem fruto para morte». Qual é o fim das paixões pecaminosas segundo a lei? A morte! No entanto, a Palavra de Deus acrescenta: «Mas agora estamos livres da lei, por ter morrido para aquela em que estávamos sujeitos, de modo que sirvamos sob o regime novo do Espírito e não sob o regime velho da letra» (v.6). Graças a Deus!

A lei é muito forte –o poder do pecado é a lei–, pois produz em nós uma grande abundância de pecados. E precisamos chegar a ter uma experiência de tal magnitude, sob o poder inclemente da lei, sob a fúria da lei, de modo que nos vejamos absolutamente incapacitados, condenados, para logo experimentar a maravilhosa libertação que o Senhor Jesus efetua em nós.

Por que é que Romanos 6 nos fala que nós fomos libertos do pecado, sendo que a lei é o poder do pecado? Romanos 6 não tem um efeito libertador a menos que vejamos a libertação da lei em Romanos 7. O raciocínio do Espírito, que avança por Romanos 6, tem que entrar em Romanos 7 para explicar por que Romanos 6 é possível.

Então nós também somos a mulher adúltera. E necessitamos, o mesmo que ela, que o Senhor nos mostre a sua graça, e nos mostre a verdade.

O homem cego de nascença
Nós nascemos cegos. Cegos para ver a Deus, e para ver como nós somos realmente.
A cegueira e a cura deste homem nos falam de coisas espirituais, porque o Senhor disse: «Para juízo eu vim a este mundo; para que os que não veem, vejam, e os que veem, sejam cegados» (João 9:39). Se estivesse falando de coisas físicas, então, quando curou o cego, teria que ter cegado os que viam. Mas não é um assunto físico somente: é um assunto de visão espiritual.

Este é um assunto que não podemos fugir. O dia que conhecemos o Senhor recebemos a vista espiritual, mas precisamos seguir avançando no aumento da visão espiritual para ver o Senhor Jesus tal como ele é. A visão espiritual deste homem passou por, ao menos, três etapas, que são os três modos como ele viu o Senhor.

Quando lhe perguntaram quem o tinha curado, ele respondeu: «Aquele homem que se chama Jesus» (V. 11). Mais adiante voltaram a lhe perguntar o mesmo, e ele disse de Jesus que «é profeta» (V. 17). Quando lhe interrogam pela terceira vez, ele diz: «Se este não viesse de Deus, nada poderia fazer» (V. 33). Este homem faz três tentativas para identificar a Jesus, três tentativas que vão do menor ao maior; no entanto, nenhum deles acerta o alvo. Intui algo, anda próximo, mas não é suficiente.

Quando chega a dizer: «Se este não viesse de Deus, nada poderia fazer», expulsaram-no da sinagoga. Estando fora, o Senhor se aproxima e lhe diz: «Crês tu no Filho de Deus? Respondeu ele e disse: Quem é, Senhor, para que creia nele? Disse-lhe Jesus: Pois o tens visto, e o que fala contigo, é ele. E ele disse: Creio, Senhor; e lhe adorou». Qual é o objetivo de receber visão espiritual? Ver a Jesus! Não só vê-lo como o homem, não só como o profeta, ou como o que tinha vindo de Deus, mas, sobretudo, ver-lhe como o Filho de Deus.

Para que queremos luz? Para simplesmente conhecer os mistérios da Bíblia? Para chegar a ser mestres da Palavra? Para fazer milagres? A primeira e principal razão pela qual Deus nos concede luz é para que vejamos o seu Filho. Este homem viu a Jesus como o Filho de Deus.

Se voltarmos para trás no Evangelho de João, vemos que o Senhor se revela à mulher samaritana como o Cristo, e a este homem se revela como o Filho de Deus. Se juntarmos estas duas revelações temos o todo completo a respeito de Jesus. Ele escolheu a uma mulher de duvidosa reputação e a um excluído da sociedade para revelar-se em plenitude.

Agora, por que vocês crêem que nós também recebemos esta revelação a respeito de Jesus? Porque nós reunimos estes dois personagens dentro de nós. Somos como a mulher samaritana e como este homem cego. Maravilhosa graça de Deus!

É muito importante entender também que a luz que recebemos é gradativa. Quantas tentativas fizemos no passado, de acordo com a luz que tínhamos, para alcançar um conhecimento profundo e verdadeiro do Senhor! Quantos enganos cometemos por causa de uma visão defeituosa e insuficiente!

Os que recebem um pouco de luz costumam olhar para os outros com desdém. Poder atentar para os nossos enganos do passado nos assegura que agora vemos um pouco mais. Quando a luz é insuficiente costumamos ser duros, menosprezadores, presunçosos.

Se nós víssemos que a luz espiritual é gradativa seríamos mais misericordiosos. Porque ninguém tem a mesma capacidade de visão que o outro, e tampouco ninguém tem a visão completa. Os nossos julgamentos derivam da quantidade de luz que temos.
Se nós queremos ser mais luminosos, devemos aprender com este cego de nascença, que recebeu luz não porque ele era merecedor dela, mas porque o Senhor teve misericórdia dele, para que as obras de Deus se manifestassem nele. Por que e para que Deus está nos concedendo alguma luz? Para que as obras de Deus se manifestem em nós. Para que nós possamos dizer que Deus dá vista aos cegos, porque ele escolheu um montão de cegos como nós e nos deu vista.

Lázaro
Lázaro era um homem privilegiado. Junto com os doze discípulos, e Maria e Marta suas irmãs, formavam o grupo das quinze pessoas mais privilegiadas nos dias do Senhor Jesus. O Senhor chegava na casa deles como a sua casa. Comia à mesa com eles. Comer à mesa do Senhor é um privilégio muito grande! No entanto, os mais privilegiados, os mais próximos, como Lázaro, têm que morrer. Só pelo fato de ser tão íntimos, têm que morrer.

A excelência deste Varão aprovado por Deus é tão alta, que se você estiver ali com ele só como um homem natural, não pode resisti-lo. Esta é a sua realidade. Você tem que morrer para o que é seu, para que o Senhor possa edificar o que é seu em ti. Por isso, o Senhor ordenou as circunstâncias na vida de Lázaro para que ele morresse.

Pode-nos parecer que o Senhor foi pouco amigável, ou pouco misericordioso, ao não ir curá-lo quando estava doente, mas o Senhor tinha um propósito ao permitir que Lázaro morresse. Nós podemos ver quão gloriosas foram as consequências da ressurreição de Lázaro. As pessoas iam a Betânia não apenas para ver Jesus, mas também para vê-lo. Um homem comum é um homem a mais, mas alguém ressuscitado é muito atrativo.

Só depois da morte há ressurreição. E a ressurreição traz muito fruto para Deus e bênção para a igreja. Esta é a graça de Deus. Diz a Escritura que quando Lázaro estava sentado à mesa de novo, Maria derramou o seu perfume sobre o Senhor. Podemos supor então que se Lázaro não tivesse ressuscitado, Maria não teria feito isso. E quando Maria fez isso, toda a casa se encheu do aroma.

Betânia é a igreja. Quando os Lázaros ressuscitam e quando as Marias derramam o seu perfume, então toda a igreja se enche da vida de ressurreição e do aroma de Cristo. Mas não há atalhos, nem escapatórias. Atrevo-me a dizer que Lázaro morreu porque era amigo de Jesus.

Nicodemos nos fala do nascimento, e Lázaro da morte e ressurreição. Os filhos de Deus têm que nascer e tem que morrer e ressuscitar – espiritualmente falando. Só aí se fecha o círculo. Não é suficiente saber, em Romanos 6, que fomos incluídos na morte do Senhor: temos que alcançar a experiência positiva e subjetiva da nossa própria morte, para podermos entrar na experiência de Romanos 8, 12 e demais. Assim, Romanos 6 e João 11 são complementares.

Tem que haver uma enfermidade de morte em nossa vida, uma experiência sem cura. Não sei como será em seu caso, se já foi ou ainda vai acontecer, mas é inevitável.
Em todo este episódio, Lázaro não falou nenhuma palavra, porque este não é um assunto de palavras, mas de experiência. OH, quão necessário é o silêncio diante do Senhor!

A Palavra feito carne outra vez
Creio que o Senhor está fazendo um trabalho muito apurado na igreja, em cada um dos seus amados filhos. O Senhor investe tanto em nós, ama-nos de tal maneira, que não só morreu na cruz por nós, mas também hoje segue trabalhando, nos derrubando e nos edificando, nos quebrando e nos reconstituindo.

Neste tempo houve em muitos filhos de Deus um clamor muito forte: «OH Senhor, nos faça ser reais, verdadeiros, autênticos». A Palavra diz: «E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade». A vontade de Deus é que a Palavra se faça carne outra vez em nós, e que cheguemos a ser também cheios de graça e de verdade. Sem um pingo de aparência, de contradição, entre o que dizemos e o que fazemos.

Há uma grande diferença entre o trigo e a palha; o trigo se colhe e a palha se queima. Quanto de nós é palha ainda! Mas o Senhor tem o poder, por sua palavra, para ir nos limpando e nos transformando. A Palavra de Deus gera vida e realidade. Graças ao Senhor.

Neste novo momento que estamos vivendo, nossa visao ampliou e agora cremos que Cristo em nos e a esperança da gloria.

"Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça." (Romanos 6 : 14).

De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.(Hebreus 9:26)

"Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram;" (Judas 1 : 5)

"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11 : 6)

"E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos." (II Coríntios 4 : 13)

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;" (Efésios 1 : 3)

Paz, Justiça e Alegria vos sejam multiplicadas da parte de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

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