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MINISTÉRIO INTERNACIONAL GERAÇÃO DO FOGO

Como ser perfeito com tanta imperfeição?




Leitura: Mateus 18


Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu aí estou no meio deles”, Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual o ponto mais alto e histórico que dá significado à Igreja; ou seja: Ele ensina o que “realiza a verdade” da Igreja, como encontro humano.

E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente, até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.
 A palavra grega que designa essa “reunião” é mesma que fala de harmonia, como se o que estivesse em curso fosse uma “afinação de instrumentos”.
 O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas, quando Jesus diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia.

Lucas 17:4 Mesmo se pecar contra ti sete vezes no [dia], e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; tu lhe perdoarás. 
Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta, e necessitados de dizer: “Senhor, aumenta-nos a fé; pois ainda não somos cristãos”.

Até o quarto século o que impressionou os “pagãos” que observavam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo. »JOÃO [13] 35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.

“Olhem como se amam!”—era a espanto que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora, conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos. 
Portanto, a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita na carne ”, mas sim se revelar, como lugar de misericórdia e graça.

Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós na carne. Somos caídos e maus...o melhor de nós ainda é mau. »ROMANOS [7] 19 Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Só no espírito aconteceram a perfeição, justificação, santificação, glorificação »ROMANOS [8] 30 e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também [justificou]; e aos que [justificou], a estes também glorificou.

O que nos faz diferentes é nossa atitude, se é honesta com a nossa própria Queda, e, sobretudo, sincera com a Graça que todos nós temos recebidos.

Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... Humildade para ser, sem ser ainda o que deseja; humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela, todos os dias, nos céus e na terra.  
O maior  problema na “igreja” nunca foram os  erros humanos, mas sim  arrogância de muitos em relação a não se enxergar, e oferecer-se como a Representante de Deus na terra.

Mas no dia em que deixarmos de lado toda essa empáfia e formos apenas gente da Graça, então, assustados veremos o respeito que o mundo nos terá; conforme aconteceu até o ano 332 da presente era, ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas...

E havia problemas antes disso? Sim, sempre houve muitos problemas!
Quem conhece a História sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos, sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia, tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na Graça” esteve presente.

Não foi a perfeição da Igreja que abalou o Império Romano. Foi a sua perfeita-imperfeição; ou seja: sua humanidade vivida sob a graça; e que falava da Boa Nova em Jesus, não nela mesma. Nela havia humildade, serviço, confissão, comunhão e coragem sem orgulho vão; soberba, altivez.

As  vezes me sinto um bobo ensinando e reescrevendo coisas tão BÁSICAS, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não têm umbigo, e pensam que estão inventando a “igreja” agora. 
E pior: dói-me ver que alguns dizem: “É assim mesmo...temos que nos acostumar...quando é que já foi diferente?”

Bem, foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na Graça; e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano, o que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido. Quando Jesus  pede perfeição ao dizer “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai...”—, ele esta falando da única perfeição humana que é assumir sua própria imperfeição, e, assim, imitar o Pai, não em sua Perfeita-Perfeição, mas em Sua Graça, que Ele derrama sobre justos em injustos. »EFÉSIOS [5] 1 Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados;

A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!
Quem não for cego, que veja; quem não for surdo, que ouça; quem tiver entendimento, não o feche; e quem tiver sido objeto da Graça, que a sirva aos outros.

Nossa perfeição é a Justiça de Cristo!

“E tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo (...) Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo...” (2ª Coríntios 5:18-19)

"Para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas..." (Efésios 1:10)

 

 

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